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Mostrando postagens de novembro, 2019

Gênesis 2.

Assim terminado céu e terra, Ao dia sétimo descansou, Abençoou-o dando-lhe por sagrado, Essa é a história da criação, Céu e terra formados, Não havia na terra chuvas, Nem homens para a cultivar, Solo virgem, imaculado, Entretanto, Do manancial terrestre tudo regava, Terra e água misturados, o barro, Da argila moldou o homem, Insuflou-lhe hálito vivente. No Éden foi colocado, Do jardim o homem iria cuidar, Plantou Deus frutíferas árvores, Também a do bem e do mal, O rio de quatro braços regava-o, Pison, Havilá, onde ouro há, Reluzente metal, Perfumes e pedras sem igual, Pison, terceiro braço envolto a cuch, Tigre, Eufrates, a leste da Assíria, Presenteado foi o homem estando lá, Foi lhe dada certa ordem,  "De 'quase' tudo comerás". "Porém" - disse o criador, "Da árvore do conhecimento não tomarás", Disse-lhe também, "Não é bom que estejas só", "Far-lhe-ei a sua outra ...

PROSA POÉTICA.

Em meu peito arde a chama da saudade que inflama, arde e queima, essa chama que me norteia.  No castelo de cristal, a imagem ancestral, no espelho refletia, ali ela cantava, chorava, e também sorria.  Então, este poeta desesperado, louco apaixonado, inconsequente, alucinado, se pôs a escrever. Impossível é esquecer a tua bela face, embora eu insista, mas não importa… Não vale o disfarce.  Os bisbilhoteiros lábios fofoqueiros… A tudo revela. Eu a vejo em meus sonhos magistrais, entre as belas ninfas dos reinos de cristais, reluzente entre as aves na aurora, de tempos ancestrais. Quisera eu ó minha bela, poder um dia, queimar-te a face em doce beijos de agonia, arrebentar os grilhões de meus desejos, nessa paixão que a muito não se via.  Seria eu o teu pássaro azul, voando além dos rios e do mar, em uma ânsia louca em amar, sem desejo e sem razão?  Rabisco no papel meu doloroso verso, que no seio me invade a dor do universo. Rabisco no papel tão dol...

POEMA 2.

O meu coração está dizendo que sim  Que a ama perdidamente  Que a ama como nunca antes amou  O meu coração em silêncio me revela  Conta-me todos os teus segredos  Tudo o que se imagina na alma humana  Ele sussurra sua poesia pela manhã  E pela tarde colhe seus versos de amor  Sou portanto, este sonhador errante  Caminhando a esmo  Ao sabor dos ventos. Sou esta sombra a te seguir  Te desejando cada vez mais  Intensamente, loucamente, sempre mais  Sou o seu poeta das madrugadas  Escrevo tudo sobre você sem nada saber  Meus versos são meus enigmas  Meus versos são passagens secretas  Esconderijos para outras dimensões  Meus versos... Meus insanos versos  Dizendo um pouco de tudo  Em um pingo de nada  Talvez eu enlouqueça essa noite  Ou talvez eu nunca enlouqueça  Quem saberá  Não sou mais quem penso ser  Não sou ...

POEMA.

Eu sinto a sua falta  Falta do sorriso Da sua voz De você o tempo todo Você se foi, de repente, Deixou o meu coração dilacerado A alma banhada em lágrimas E a saudade doendo dentro de mim Somos que não deveríamos ser Confinados na prisão de nossos sentimentos Mas, a nossa realidade é triste Um abismo gigantesco entre nós. Eu sinto a sua falta Falta do seu perfume Da sua presença A sua ausência dói demais Somos estrelas errantes Perambulando sem destino no céu Na eterna busca de um pelo outro Sem nunca poder se encontrar. Eu sinto a sua falta Falta de nossos diálogos Do brilho dos teus olhos De você o tempo todo Mas, você se foi em uma dessas noites E o meu coração ficou triste Minha esperança perdeu-se no silêncio A sua ausência machuca a alma. Eu sinto a sua falta Falta de apenas estar ao seu lado De seus pequenos toques De você o tempo todo.

PROSA POÉTICA.

Palavras jogadas ao vento, sem rimas, sem destino certo, porém, carregadas de sentimentos profundos, de lágrimas ocultas, de dizeres não ditos. São entretanto, incompreensíveis a todos, e quem as poderá decifrar?  Palavras jogadas ao vento, meus poemas não lidos, outrora esquecidos em um velho caderno empoeirado.  Os versos que ali se esconderam, são relato sincero de um tempo antigo, verdades de amores inocentes, inclinações de um ser já enlouquecido.  E lá estava eu, ausente de tudo, de todos, um nada que desejava tudo. Palavras ao vento, sou apenas um borrão de tinta de uma velha caneta em um pedaço qualquer de papel. Escrevo a vida, escrevo a arte, escrevo o que está presente, o visível e o invisível, escrevo também, o que nunca deveria ser escrito, e, entre um verso e outro, na desajustada e quase inexistente rima, desenho o meu mundo escondido. É apenas mais um dia de verão chuvoso deste novo ano, não vou mais contar os dias, nem as hora...

QUADRA.

Quando a alma chorar, E se dissipar o pensamento, E o coração em silêncio cantar, Toda dor do meu sofrimento.       Quando todas as vozes se calam, Quando a luz se torna em escuridão,  As estrelas somem do céu,  E a vida aos poucos perde a razão.  Quando tudo enfim é silêncio,  Quando nada tem explicação,  A alma chora em desespero,  E a angústia toma o coração.        Teus olhos presos ao chão,  Problemas sem solução,  Horizontes sem saída,  Tudo entra em contradição.      Até que se rompa o silêncio,  Rompe a angústia desfaz solidão,  Nos olhos lágrimas enxutas,  De um insano amor de perdição.