TEXTO ALEATÓRIO 4.


Meu coração agora sabe, não há mais dúvidas quanto a isso. Acontece que, o beija-flor, aquele mesmo de outrora, aflorou-se novamente, com toda sua beleza, com toda a sua majestade. A amo, sim senhores… Eu a amo com todas as minhas forças, a cada dia tenho mais convicção da força desse amor.
Era noite, enquanto ainda prisioneiro do meu próprio mundo, encarcerado na torre do meu medo, eu apenas observava, o beija-flor, ave Olimpiana, pousou no meu coração uma vez mais. O beija-flor, tão desejado, divina ave de outros tempos, onde estará agora? Quais serão os pensamentos dela?
Me ama?
Me odeia?
Quisera eu poder um dia, por um único momento que seja, por um segundo apenas, um instante apenas… Quisera eu poder provar de seus beijos, sentir os seus toques ardentes, desbravar tão graciosas curvas, beber do néctar do seu amor, embriagar-me do teu hálito. Sou apenas um prisioneiro no meu castelo de cristal.

Sou o poeta dos ventos, sou o poeta do ar, sou os teus pensamentos, sou o medo de te amar.

Sou quem não quero ser, sou a poesia do vento, sou o desejo e o contentamento, sou o amor que não posso ter.

Não há como sair desta prisão, serei, portanto, um eterno prisioneiro do reino de cristal. Sou um prisioneiro de um amor impossível e inalcançável, meus dias são de lágrimas, de angústias, de tristeza e dor.
Algumas pessoas aproximam-se da torre onde estou, perguntando-me quem é o beija-flor, e qual é a identidade deste anjo ledo, sinceramente, eu nunca vos direi… Talvez, embora seja muito improvável, talvez alguém decifre os enigmas do meu coração, talvez… Enquanto isso sou hoje quem não deve ser, preso na mente e no âmago do meu mundo de cristal, vivendo esse amor irreal.




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