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A tristeza não tem tamanho, Nem forma, Nem cor, Sem cheiro, Invisível e letal. Ela não pode ser medida, Tão pouco ignorada, É astuta e gananciosa, A minha tristeza é sua também, Diário de um poeta louco, Que não aprendeu a amar. Dias e noites se atropelando neste pedaço oco de universo, um amontoado de almas nuas infestando corpos sem coração. Tenho medo, e ninguém o percebeu; vejam! O meu riso é desespero. O amor tornou-se este horrendo monstro disforme, que teima em enfeitar a vida envenenado o peito. Cedo ou tarde tudo acaba, perde o sentido de ser, então retornamos ao estado original da não existência. A vida é breve e os sonhos não cabem dentro dela.