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Mostrando postagens de julho, 2019

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A tristeza não tem tamanho, Nem forma, Nem cor, Sem cheiro, Invisível e letal. Ela não pode ser medida, Tão pouco ignorada, É astuta e gananciosa, A minha tristeza é sua também, Diário de um poeta louco,  Que não aprendeu a amar. Dias e noites se atropelando neste pedaço oco de universo, um amontoado de almas nuas infestando corpos sem coração. Tenho medo, e ninguém o percebeu; vejam! O meu riso é desespero. O amor tornou-se este horrendo monstro disforme, que teima em enfeitar a vida envenenado o peito. Cedo ou tarde tudo acaba, perde o sentido de ser, então retornamos ao estado original da não existência. A vida é breve e os sonhos não cabem dentro dela.

TEXTO ALEATÓRIO 7.

Os meus olhos vestem tristeza. Eles se perdem no infinito azul do céu, a expressão desoladora da minha face revela uma alma atormentada por quimeras de outro tempo. Uma brisa suave começa a soprar. Permaneço aqui, no meio do nada, olhar perdido neste mar sem fim. Os meus dias se arrastam vagarosamente,  como a areia das dunas, e de repente, nada mais faz sentido, tudo se esvai, lentamente... Sou apenas um poeta da solidão no cárcere das palavras cercadas de grades sem rimas. É fim de tarde. Daqui a instantes o dia dará passagem para a noite, este final de tarde melancólico será engolido pelos braços da noite, tudo é escuridão, todas as luzes se apagaram, a alma adormece nas trevas de uma noite sem luar. De angústia se consome o meu coração. Tristeza crescente, ausência, a alma inquieta, medo e pavor, a incerteza me corroendo por dentro. Vejo apenas o medo. O que sou senão a própria face da nostalgia, o reflexo da dor estampada no meu ser, que aos poucos... Aos ...

texto aleatório 6.

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O dia está frio, O vento sopra sem direção, sem medo, sem receio do que ira encontrar. O vento apenas passa, sorrateiramente, Entre almas ocas ele sopra. Indecisas, essas almas reclamam a ausência do calor, no entanto, quando ele se faz presente, reclamam a ausência do frio, Mas ele passa... E vai... Uma mulher de casaco, Um homem com sua criança empacotados em vestes grossas, narizes vermelhos, olhar duro. O dia está frio, Na multidão de pessoas que surgem a todo o momento, poucas, são reciprocas ao meu sorriso, outras, para não dizer quase todas, são duras, inábeis. Mas ele passa... E vai... Uma criança corre, Outra cai, todas riem. Em seus mundos não existe ira, nem raiva, somente o prazer de um espontâneo sorriso, doces almas. O dia está frio... Hoje a noite não tem luar, o dia continuara frio, as almas... Essas, como em todos os outros dias, continuaram inábeis. O dia está frio, Mas ele passa... E vai... Carregue contigo, frio oculto, as angus...

crônica de uma lágrima.

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              A ÚLTIMA LÁGRIMA. Derramei algumas lágrimas no início desta crônica, não muitas, porém, sentidas, dolorosas, sofridas e cheias de angústias, era a dor do meu desatinado coração.  A noite se derrama lentamente revelando a face tímida de um luar desconfiado, algumas estrelas percorrem o céu de um lado a outro, andarilhas, solitárias, cintilando na altura do firmamento. A madrugada segue o seu curso triste, em um silêncio profundo, como névoa fina que se espalha sorrateiramente, enquanto eu, derramo as minhas lágrimas, nem tão sentidas agora, nem tão dolorosas também, no entanto, elas se enchem de conflitos, de incertezas. Dentro desta alma de poeta existe alguém desesperado querendo a todo o custo a liberdade deste cárcere de ossos secos, louco sofredor que me tornei, a chorar por amor. Eu que imaginei conhecer aquele coração, e o meu próprio também, eu que pensei… Talvez soubéssemos que fosse apenas ilusão, talvez seja coi...

TEXTO ALEATÓRIO 5.

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  Um pássaro pousou em minha janela.  Quisera eu ter a paz e a tranquilidade desta pequena ave que pousou em minha janela. Quisera eu ter as suas asas e voar livremente pelo imenso azul celeste, e entre fogosas nuvens brincar alegremente. No entanto, é dolorida a realidade em que percebo não ser tal pássaro, de não ter asas, de nunca ter sonhos, de nunca poder voar. Talvez a imaginação me crie asas, ainda essas, antes mesmo da existência tem sido cortadas pelos homens.  Um pássaro pousou em minha janela.  Quisera eu ser esse pássaro de penas reluzentes, com o bico afinado, cantando suave e harmoniosamente - não sou este pássaro. Sou o poeta da melancolia, desajeitado com as palavras, tropeçando vez ou outra aqui e ali em alguma desavisada rima que passa.  Um pássaro pousou em minha janela.  Outro dia veio em minha janela um pássaro diferente de todos os outros. Esse tinha as asas coloridas, mais longas, com o bico também alongado. Contudo, ...

SONETO 1.

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o meu coração de todo ferido, Por revelar intenso amor, Incompreendido e em desespero, Que ainda se machuca flagelando. o peito. Meu coração é este navegante solitário, Nas perigosas águas deste mar,  Buscando desesperadamente você, Que de alguma forma possa me amar. O coração em dor cruciante, Chorando sem querer chorar, Nas turbulências do meu mar. Que seja esses meus derradeiros versos, Ao mundo os dou com paixão,  Versos da minha tão agoniante inspiração.