TEXTO ALEATÓRIO 2.


Foi um sonho,
Apenas um sonho como qualquer outro, pelo menos parecia ser como qualquer outro, no entanto, quimeras do passado assaltaram o meu sonho neste início de novembro.

Parecia simples,
Não havia muito detalhes, o lugar era desconhecido, completamente desconhecido de mim. Havia um quarto, não muito grande, nele, uma cama de casal, lençóis bagunçados, e um guarda roupas de cor escura.

De repente, ela surge,
Ela, a moça de outrora, a mesma que vi atravessar a rua, ela surgiu repentinamente na penumbra, a sua imagem formou-se na minha frente, o olhar luminoso, a rósea face de encantos feiticeiros, a voz como sinfonia divina.

De repente, o beijo,
Ela aproximou-se — os sonhos são estranhos eu confesso — as mãos delicadas tocaram a pele do meu rosto, queimando minha carne em desejos insanos, havia no meu rosto um emaranhado de barbantes que me impediam de beijá-la, ao retirar o último fio, senti a aproximação dos seus lábios quentes.

Um beijo inesquecível,
Foi inesquecível, quisera eu tornar aquele momento eterno, aqueles beijos, os lábios ao tocar os meus, as suas mãos a deslizar sobre meus cabelos, o entrelaçar lento de nossos corpos, a frouxa luz do quarto, nossos corpos unidos como se fossem um.
Tudo foi um sonho,
Infelizmente, embora parecesse real, tudo aquilo foi um sonho, terrivelmente maravilhoso e inesquecível, sentir a doçura daqueles lábios, sentir o calor ardente daquele corpo no meu. Quisera eu, ter todas as noites o mesmo sonho com a moça de outrora, quisera eu.







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