Diário da solidão. # 3 #
3.
A tristeza me coroe, consome, não
compreendo o motivo de tanta dor, a solidão é presente eu sei... Estou cercada
de pessoas imaginarias fantasmas, visões, delírios. Ou de fato são reais? Eu não sei o que está acontecendo,
é um terrível privilégio estar no meio do nada, nada parece ter sentido, minha Itália
ficou para trás, restou os restos de mim, e de todos os outros eus.
O olhar inocente refletia as cores
do céu, cores que explodem a todo instante.
Faiscando para todos os lados.
Mãos pequenas,
Nada dizia,
Do ponto mais alto de Gênova,
Admirando o festejar de homens
ocos,
Transeuntes bêbados espalhados para
todos os lados.
Do alto da cidade alheia,
De barriga vazia,
Rosto pálido,
Fome intensa,
Ele apenas olhava.
Eram as lágrimas de quem não tem
sonho,
E o sonho de quem não tem lágrimas,
Apenas a dor na alma,
Dilacerando o coração amargurado,
Aquele menino solitário,
Aquele menino...
Era eu,
Sou eu de retorno à solidão.
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