TEXTO ALEATÓRIO 3.



                   NO MESMO OLHAR.



 É no mesmo olhar de outrora,
 No mesmo olhar que a muito me perdi em solitárias e doloridas lágrimas, neste mesmo olhar, despretensioso, elegante, descuidado às vezes... Eu me reencontrei sem querer ser encontrado.

 É no mesmo olhar de outrora,
 No olhar enxergo a dor do amor, de quem nunca o teve, estando ao lado dele o tempo todo. Sou estranho, eu sei disso, e desejaria não saber, afinal, disse certo poeta que amar se aprende amando. Como então, desaprender a amar?

 É no mesmo olhar de outrora.
 No mesmo olhar de primaveras não dormidas, de noites inteiras esquecidas, de tristeza, dor, melancolia.  No mesmo olhar, de lábios cerrados, lábios que o poeta em sua loucura tanto desejou. Esses lábios que beijos não selaram, mas que agora, sorriem em face do meu descontentamento.

 É no mesmo olhar de outrora. 
 No olhar deste que vos escreve, existe uma lágrima, minha  única e desesperada lágrima, descendo , morrendo, sem a esperança de nunca florescer.  Talvez um dia, talvez, essas palavras encontrem o mesmo olhar de outrora. 


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