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Mostrando postagens de agosto, 2019

TEXTO ALEATÓRIO #8#

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O silêncio profundo na manhã de domingo...  O silêncio profundo...  Nada parece importar, enquanto todos se tornam ausentes,  Apenas o frio soprando por debaixo das portas, nas frestas das janelas,  Eu também sou inconstante,  E de repente, me vejo sem lugar...  Talvez seja o abismo corroendo por dentro, o tempo todo,  O Silêncio profundo continua em seu mergulho no oceano de palavras que nunca foram ditas.  O beijo quente que nunca aconteceu,  O perfume suave,  O toque...  A vida tornou-se o palco das mentes fantasiosas,   E a fantasia por sua vez, fez da mente seu palco de teatro.  É domingo.  Silêncio.  Nada podemos dizer, entretanto, no palco da imaginação tudo podemos fazer.  O café está pronto.  Derramo um pouco em minha xícara, o vapor da fumaça subindo.   Bolachas, pães, pizzas do dia anterior, degustar o café, quente, saboroso.  Ta...

Diário da solidão. # 3 #

3. A tristeza me coroe, consome, não compreendo o motivo de tanta dor, a solidão é presente eu sei... Estou cercada de pessoas imaginarias fantasmas, visões, delírios.   Ou de fato são reais? Eu não sei o que está acontecendo, é um terrível privilégio estar no meio do nada, nada parece ter sentido, minha Itália ficou para trás, restou os restos de mim, e de todos os outros eus. O olhar inocente refletia as cores do céu, cores que explodem a todo instante. Faiscando para todos os lados. Mãos pequenas, Nada dizia, Do ponto mais alto de Gênova, Admirando o festejar de homens ocos, Transeuntes bêbados espalhados para todos os lados. Do alto da cidade alheia, De barriga vazia, Rosto pálido, Fome intensa, Ele apenas olhava. Eram as lágrimas de quem não tem sonho, E o sonho de quem não tem lágrimas, Apenas a dor na alma, Dilacerando o coração amargurado, Aquele menino solitário, Aquele menino... Era eu, Sou eu de retorno à solidão.

Diário da solidão. # 2 #

2.          O meu coração tornou-se um navegante angustiado nas turbulentas águas desta vida.   Marinheiro sem experiência, sem saber para onde navegar, sou apenas isso.          O dia se declina no horizonte, esperando a noite abraça-lo com a força de todas as suas estrelas, eu, solitário, continuo sentado no meio do nada. Vislumbro o mar com suas grandes ondas, bailarinas dançando na areia da praia, beijando meus pés, doce solidão.          Procuro no baú da memoria o sorriso de um anjo ledo, as lembranças infinitas de um momento, prazer, instantes de descontração, mas o que sou se não um velho lobo do mar, um solitário a espreita, buscando no reluzir das ondas a doce luz que ilumina meu coração. Os meus olhos estão cheios de lágrimas que se derramam nas águas do oceano.          As lembranças assemelham-se as ...

Diário da solidão. # 1 #

1. Os meus olhos vestem tristeza. Eles se perdem no infinito azul do céu, a expressão desoladora da minha face revela uma alma atormentada por quimeras de outro tempo. Uma brisa suave começa a soprar. Permaneço aqui, no meio do nada, olhar perdido neste mar sem fim. Os meus dias se arrastam vagarosamente,   como a areia das dunas, e de repente, nada mais faz sentido, tudo se esvai, lentamente... Sou apenas um poeta da solidão no cárcere das palavras cercadas de grades sem rimas. É fim de tarde. Daqui a instantes o dia dará passagem para a noite, este final de tarde melancólico será engolido pelos braços da noite, tudo é escuridão, todas as luzes se apagaram, a alma adormece nas trevas de uma noite sem luar. De angústia se consome o meu coração. Tristeza crescente, ausência, a alma inquieta, medo e pavor, a incerteza me corroendo por dentro. Vejo apenas o medo. O que sou senão a própria face da nostalgia, o reflexo da dor estampada no meu ser, que aos poucos....